Naquilo que quase ninguém vê (fotopoema)

Estava pensando hoje em como os temas dos fotopoemas parecem ser sempre os mesmos… E acho que são: penso muito sobre o que realmente é importante, sobre o porquê de estarmos vivos… Não tenho a resposta, mas acredito que como as coisas andam atualmente não chega nem perto do que deveria ser. Vivemos vidas que parecem ter sido arquitetadas para não deixar nenhum tempo para a reflexão. E como disse Sócrates, a vida não examinada não vale a pena.

Talvez exatamente aí tenhamos uma pista sobre o caminho a seguir para encontrar o famoso sentido da vida: é preciso pensar sobre a vida, sobre quem somos e sobre as coisas que fazemos. É preciso se descobrir – e também descobrir as possibilidades do mundo, da consciência, da imaginação e da razão.

Por isso me incomoda tanto a desumanização de todos – principalmente de quem trabalha – que marca a nossa cultura. É preciso correr, produzir, produzir, produzir, ir pra casa descansar e depois repetir tudo de novo. E de novo e de novo e de novo. E o tempo de sonhar, de refletir, de se encantar com as coisas? E o tempo de se conhecer? De criar? Não gosto de ser vista como máquina, não gosto que vejam as pessoas como máquinas. Ver as pessoas como meios e não como fins em si mesmas nos afasta de uma vida ética, já explicava outro filósofo (Kant).

Nossa, o post deste domingo virou uma super reflexão! Mas que fique, então, meu pequeno grito contra a desumanização e a favor do direito de cada um buscar o sentido da sua vida! Que as pessoas sejam vistas como fins em si mesmas, e não como meios para meia de dúzia de gente conseguir o que acha que quer!

Bem ali onde quase ninguém olha, naquilo que quase ninguém vê, é onde estão guardados alguns dos segredos mais importantes.

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