Pensando sobre o que os outros vão pensar…

(Objetivo de 2017: retomar pra valer o blog. Mas nessa idade? Com tanto para fazer? O que os outros vão pensar?)

cabelorosacasamento

Casando de cabelo rosa

Uma coisa sobre a qual venho pensando bastante nos últimos tempos é a forma como pensamos nos outros. Para começar, sim, obviamente é importante considerar o sentimento das pessoas que nos cercam, mas acho que frequentemente fazemos isso de forma errada. Explicando melhor: muitas vezes a gente se preocupa com o que vão pensar de nós, com a nossa imagem na cabeça alheia, e não com como as pessoas estão de verdade. Ou seja, esse nosso “pensar nos outros” pode ser bastante egoísta, muito mais marketing pessoal do que empatia.

Claro, queremos ser vistos como pessoas legais, boas, bacanas, inteligentes etc. e não há nada de ruim nisso… Ou será que há? Quando começamos a tolher a nossa individualidade, quando deixamos de expressar quem somos, quando tentamos nos enquadrar no “normal”, esse “pensar nos outros” pode tornar-se um problema.

Fiz algumas coisas que me deixaram bem feliz quando superei o medo do julgamento: virar vegetariana, pintar as unhas e me depilar só quando quero, andar por aí com o meu maravilhoso gorrinho de unicórnio, decorar a sala com dinossauros e pintar o cabelo de rosa. São exemplo simples, mas quem disse que não podemos encontrar muita alegria na simplicidade? Para o cabelo, aliás, tive até uma forcinha da minha mãe, que sempre incentivou essas pequenas loucurinhas – acho que ela notou que eu estava adiando por receio, então um dia simplesmente me disse que já tinha marcado hora com o cabeleireiro e era só eu aparecer por lá!

Sobre pensar nos outros, acredito que pode ser uma boa substituir o defasado “o que vão pensar de mim” pelo proativo “como posso ajudar?” e pelo super necessário “isso que estou fazendo vai fazer bem ou mal às pessoas?” (acho que na maioria das vezes a resposta é que não afetará ninguém em nada).

Bom, era isso – por agora. Vou estar mais por aqui este ano com certeza. Feliz 2017, com muitas pequenas loucurinhas que não farão mal a ninguém, mas nos farão muito bem!

dinos

Dinos invadiram a minha sala

 

 

 

Categorias: Filosofando sobre a existência

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