Por uma vida mais leve

Este post é mais um entre vários que tratam da busca por uma vida com menos impacto negativo em nosso mundo. Bom, há várias formas de gerar impacto negativo: com preconceitos, fofocas, pensamentos ruins… Mas uma coisa de cada vez. Quero escrever, agora, sobre tentar reduzir minha “pegada” no planeta.

Eu nem sempre pensei no assunto. Alguns anos atrás, parei de comer carne vermelha e frango. Queria ser vegetariana, mas calculei (acho que acertadamente) que seria mais fácil reduzir o consumo de animais aos poucos. Fiquei algum tempo ainda comendo peixe uma ou duas vezes por semana. Há uns dois anos, contudo, percebi que meu corpo não aceitava mais o peixe. A transição estava completa.

IMG_4108Mas tornar-me vegetariana me fez repensar em tudo o mais que eu comia. Aqui em casa passamos, por exemplo, a optar por frutas e legumes orgânicos. Também começamos a reduzir o consumo de refrigerantes e outros produtos com muito açúcar e muito processados. Eventualmente ainda tomo um copo de coca-cola, mas é apenas isso: algo eventual. Se eu for numa festinha de aniversário, vou comer bolo – acho que ser a maluca da alimentação saudável não é saudável. Mas gosto de saber que algumas coisas devem ser a exceção. A regra é o natural, o orgânico, o mais simples.

Bom, isso me fez pensar no impacto que outras coisas também têm na minha saúde e no planeta. Como produtos de limpeza. Troquei o amaciante por vinagre, e recomendo a todos. Na verdade, troquei quase tudo por vinagre: para lavar o chão, a pia, o banheiro, para limpar as frutas e verduras. Na privada, vinagre com bicarbonato de sódio e umas gotas de óleo essencial de tea tree (melaleuca). Essa mistura (mesmo sem o tea tree) funciona ainda para tirar o mofo preto do banheiro. Basta borrifar, esperar uns segundo e passar um pano.

E há a questão dos cosméticos. Eu uso pouca maquiagem, mas uso, e gosto de perfume. A solução foi investir naquilo que gosto, sem colecionar coisas que só me serviriam de vez em quando ou que acabariam indo pro lixo. Melhor pro mundo, melhor pro meu bolso também. Procuro por marcas que não testam em animais e utilizam menos químicos perigosos. É um trabalho de pesquisa constante, mas que vale a pena.

Agora, ando preocupada com a quantidade de lixo que geramos. Somos dois humanos e três gatos. Os gatos são mais econômicos: compramos um pacote grande de ração e uma marca de “areia” que pode ir no vaso sanitário. Porém, uma quantidade enorme de produtos para gente vem cheia de embalagens. Volta e meia vamos a um supermercado de produtos orgânicos onde quase nada é embalado, mas nem sempre conseguimos.

Mesmo assim, algumas coisas podem ser feitas. Trocamos o sabão líquido para roupas (que vem numa garrafa de plástico duro) por sabão em pó, por causa da embalagem de papelão. O detergente deu lugar ao sabão em barra – também menos embalagens. Só que o caminho ainda é longo: só ontem, foram três sacos de lixo reciclável para a rua.

E não temos carro: andamos com nossas pernas ou com o transporte público. Sei, entretanto, que essa não é uma opção para todo mundo. Como meu marido trabalha em casa e eu moro e trabalho perto de estações do trem, conseguimos nos virar. Isso significa também caminhar distâncias que a maioria das pessoas, por costume, vence dirigindo. Então, fica a dica: deixar o carro na garagem e caminhar até o parque, a padaria, a casa da amiga, o shopping etc. pode ser uma boa. Gera menos poluição, menos estresse e ajuda na saúde, pelo exercício e pelo sol.

Categorias: Filosofando sobre a existência

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